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DPU visita comunidades impactadas pela construção de barragens na BA

Salvador – Com o foco na proteção aos direitos de quem mais precisa, a Defensoria Pública da União (DPU) foi até o oeste baiano nos últimos dias. Representantes da instituição visitaram comunidades tradicionais impactadas pela construção de barragens na região.

A missão foi demandada pela Associação dos Advogados dos Trabalhadores Rurais (AATR), organizada pela DPU e pela Defensoria Pública Estadual (DPE-BA) e contou com a participação da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB).

Segundo o defensor público federal com atuação em direitos humanos na Bahia, Vladimir Correia, foram dois dias de visitas, (4 e 5 de abril). No primeiro dia, a comitiva esteve no município de São Desidério, próximo a Barreiras, e visitou as comunidades Rio Grande e Beira Rio.

“São pessoas que vivem da agricultura de subsistência e que estão sendo fortemente impactas pela construção de diversas barragens para pequenas hidrelétricas. Isso denota um racismo ambiental. O impacto é muito grande na vida de comunidades tradicionais e pobres”, acrescenta.

No segundo dia de missão, a equipe esteve em Correntina e visitaram comunidades tradicionais de fundo e fecho de pasto, isto é, aquelas que criam o gado solto e para subsistência. Já o gado de fecho de pasto está distante da comunidade.

“São comunidades que estão sofrendo com a construção das barragens e perdendo terra”, afirma. Outro problema levantado durante a visita é que os moradores vivem um conflito violento com grandes empresas do agronegócio brasileiro. “A situação é tão violenta que existem capangas de mega latifundiários que andam armados. Algumas pessoas já sofreram até violência física”, conclui.

Ao final das visitas, ficou acordado que será criado um grupo de trabalho e alguns órgãos ficarão encarregados de levantar mais informações para cessar a violação de direitos que os moradores das comunidades sofrem. Vale destacar ainda que são comunidades que vivem há centenas de anos no local, descendentes de indígenas e quilombolas e geraizeiros.

Assessoria de Comunicação Social
Defensoria Pública da União