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DPU participa de audiência sobre os impactos do eucalipto em comunidades quilombolas na Bahia

Salvador – A Defensoria Pública da União (DPU) e o Ministério Público Federal (MPF) promoveram uma audiência pública na cidade de Teixeira de Freitas, extremo sul da Bahia. O objetivo da reunião, realizada na terça-feira (29), foi debater os impactos da monocultura de eucalipto em comunidades quilombolas da região.

De acordo com o defensor regional de Direitos Humanos na Bahia (DRDH/BA), Vladimir Correia, a cultura do eucalipto toma uma área significativa e a consequência disso são os diversos impactos ambientais.

“A plantação de eucalipto, por si só, já é danosa. A monocultura consome muita água e requer uma área bem extensa. O que acontece é que empresas fortes na região que cultivam eucalipto estão invadindo terras quilombolas”, explica o defensor, complementando que, além da expansão territorial, o uso indiscriminado de pesticidas e agrotóxicos também afetam negativamente essas comunidades que vivem da agricultura familiar.

O DRDH/BA explica ainda que a DPU vem atuando com essas comunidades há três anos. “Já fizemos algumas defesas em ações judiciais na luta de demarcação de território, mas esses processos têm demorado muito. Atuamos também na defesa de prestação de serviços públicos. Nós conseguimos junto à companhia de energia do estado levar energia elétrica a alguns pontos da comunidade”, destaca.

Além da DPU e do MPF, participaram da audiência pública o Incra, o ICMBio, faculdades e representantes das comunidades envolvidas. Vladimir Correia avalia que a audiência foi um sucesso. “Esse encontro deu visibilidade à demanda, são comunidades invisíveis, que ficam espremidas em seu território e não conseguem levar adiante essa questão.” A partir da audiência pública, foi formado um grupo de trabalho para atuar ao lado das comunidades quilombolas da região.

Assessoria de Comunicação Social
Defensoria Pública da União