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21 dias de ativismo: DPU participa da campanha mundial pelo fim da violência contra a mulher

Brasília – O ano é 2022 e as mulheres ainda são colocadas às margens da sociedade. Para ajudar a conscientizar a população sobre os diferentes tipos de agressão contra mulheres e propor medidas de prevenção e combate a esse mal, a Defensoria Pública da União (DPU) aderiu à campanha mundial “16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher”.

Internacionalmente, a campanha começa em 25 de novembro, quando comemora-se o Dia Internacional da Não-Violência contra as Mulheres, e termina em 10 de dezembro, data da proclamação da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

No Brasil, a mobilização começa no Dia Nacional da Consciência Negra, 20 de novembro, e dura 21 dias em razão da dupla vulnerabilidade da mulher negra. Além disso, a campanha mais completa é chamada de “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres” ou ainda “16+5 dias”.

Por 21 dias, as redes sociais da DPU irão ampliar os espaços de debate com a sociedade sobre o tema. A primeira postagem já foi ao ar e fala sobre um direito simples: o de mulheres jogarem futebol. O esporte já foi proibido no país. A coordenadora do Grupo de Trabalho Mulheres da DPU, Rafaella Mikos Passos, explica que assuntos por vezes considerados simples, como a participação das mulheres no esporte, podem proporcionar importantes debates e reflexões sobre o machismo ainda presente na sociedade.

“Futebol é um tema apaixonante para todos os brasileiros, só que o debate da campanha deste ano vai além disso. A proposta geral busca entender, verificar e refletir sobre a desigualdade de gênero no nosso cotidiano, nas relações e na cultura brasileira”, fala a defensora.

A campanha de 2022 traz o debate sobre a presença das mulheres em espaços predominantemente masculinos. “São nessas situações de machismo e discriminação que estão as sementes dos casos de violência. Os modos sexistas de pensar em relação as mulheres é que são as raízes da violência contra as mulheres. Eles tiram as oportunidades de mulheres e meninas exercerem suas vidas profissionais, no esporte, na política e a possibilidade de elas alcançarem espaços públicos de poder que historicamente foram ocupados por homens”, explica Passos.

Debater para progredir

A defensora pública federal Liana Dani, integrante do Grupo de Trabalho Mulheres pela Região Centro-Oeste, afirma que a pluralidade de vozes catalisa a evolução da sociedade como um todo. “Eu creio que assim como o machismo foi algo construído, é passível de ser desconstruído. A primeira forma é a informação. A segunda é a conscientização que todos nós temos o protagonismo para fazer a mudança no mundo”, diz.

Nas postagens das redes sociais, a DPU vai chamar o público para refletir sobre onde os ataques às mulheres acontecem, de forma sutil ou não. “Com isso, mostraremos situações em que mulheres foram menosprezadas por seus cargos ou seu conhecimento foi diminuído”, explica a defensora.

Grupo de Trabalho Mulheres

Desde 2018, o Grupo de Trabalho Mulheres passou a ter atuação mais ampla na promoção e defesa dos direitos das mulheres. Ele atua no reconhecimento e defesa dos direitos econômicos, sociais, culturais e ambientais das mulheres. Além disso, são realizadas ações de monitoramento de discriminação e violação de direitos das mulheres e a disseminação de conhecimento do direito universal à educação, à saúde e à proteção previdenciária às mulheres, entre outras atividades.

Assessoria de Comunicação Social
Defensoria Pública da União